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Matérias
Gol
1.0 mais forte do planeta!
Na
redação da FULLPOWER, todos são loucos por carros (como você e
praticamente todos os brasileiros). Porém o mais "nóia" é o
Tiago Jorge, um verdadeiro apaixonado mesmo. E ele não gosta de veículos
originais, caretas - seu negócio é invenção, motor forte etc..
Duvida? Desde que ele comprou seu Gol 1.0 16V Turbo, zero km, já
preparou o chip de seu carro. Depois, fez um novo escape e passou a
utilizar filtro esportivo. Aos 35.000 km foi à Nascar e fuçou
mais ainda. E agora, depois de modificações mais sérias, chegou aos
328 cavalos de potência e 44 kgfm de torque?! Isto mesmo, o motor
"milzinho" com miolo original (pistões, bielas, cabeçote e
virabrequim) rendeu no dinamômetro Dynojet mais potência que um
Porsche Carrera (seis cilindros 3.6 24V), com seus 320 cv e mais torque
que uma Ferrari 360 Modena (V8 3.5 40V) com 37,3 kgfm.
O
mais importante nesta preparação, segundo Jorge, era desenvolver um
motor potente sem mexer em seu miolo (para manter a cilindrada e ficar
um veneno de fácil aplicação). Foi quase isso. Apenas os comandos de
válvulas foram alterados: o de admissão teve o sistema variável (VVT)
eliminado e o de escape original foi substituído por outro feito
especialmente para o carro, da JPF-Indeco. Essa alteração foi feita
para o motor render mais em alta rotação - a fábrica instala o
sistema VVT nos Gol Turbo originais priorizando o torque em baixa. No
caso de Tiago, como a intenção é quebrar o recorde brasileiro de
velocidade em quilômetro lançado para motores 1,0 litro (que prevalece
desde a década de 60, com 213 km/h de média, do "Carcará"),
o intuito é conseguir potência com giro alto mesmo.
Os
equipamentos bolt-on, que são colocados fora do motor, são nervosos.
Caso da turbina atual, bem maior que a original: trata-se de uma .38
(carcaça quente) e .42 (carcaça fria), trabalhando com 1.8 kg de pressão
- o modelo vem de fábrica com uma .33/.33, com 1.4 kg. Com o aumento de
tamanho do caracol e mudança no escape (o coletor agora é de cano, do
Binho Escapes, que também fez o escape de 2,0 polegadas), foi preciso
diminuir o radiador para que tudo coubesse no cofre. Essa mudança no
sistema de refrigeração deixou o motor com 0,5 litro de água/aditivo
a menos.
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Volante, manopla e pedaleiras
são da MOMO

Apliques de fibra de carbono acompanham o
visual.

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A
pressurização agora em alumínio, troca calor melhor do que a
de ferro original e tem maior diâmetro (2 polegadas). Um
intercooler feito sob medida pela Belquip foi instalado atrás
da grade do pára-choque dianteiro, substituindo o original, bem
menor, que ficava atrás da grade do capô. O filtro de ar de fábrica
também saiu de cena para receber um esportivo cônico, da
Redline. Para completar o veneno, Wanderley Raineri, da H.W. Part's, instalou um kit nitro com apenas um fogger calibrado
para 50 cv. "Como a turbina é grande, colocamos o nitro
para reduzir ao máximo o 'lag' (a demora na pegada da
turbina)", comenta o preparador. No Dynojet, uma surpresa:
apesar do fogger para 50 cv, ao injetar o óxido nitroso, vieram
quase 100 cv a mais (230 cv sem nitro, 328 cv nitrando e torque
de 30 kgfm sem gás e 44 kgfm no gás!!!).
Se você pensa que esse aumento de
potência e torque deixa o carro ruim de rodar e gastão,
engana-se. Tiago roda todo dia (o dia todo) com a bagaça e
confessa: "O carro está liso e fazendo 7 km/litro com álcool,
na cidade. Lindo!" A marcha lenta fica nos 900 giros, com
toda a tranqüilidade de um motor original. Dá até raiva! Duas
bombas de combustível de Gol GTI trabalham em duas linhas
independentes, mandando o álcool para a flauta de injeção
(especialmente fabricada para o carro), onde vão fixados os
bicos. Nas duas extremidades estão as entradas do combustível
e no centro há um retorno. Os bicos são de fábrica, porém
arrombados para maior passagem de líquido. Não há bicos
adicionais!! |

Bancos concha da MOMO, revestidos de veludo,
acompanham o cinza do couro nos bancos traseiros, onde fica o
cilindro do Nitro.
Altura
reduzida com molas Eibach. O novo pára-choque
dianteiro deixa o vento de frente com o intercooler.
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Polia
de admissão agora é fixa.

Três bombas de combustível:
duas externas e uma
dentro do tanque.
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Com
um motor tão mais forte e vontade de medir velocidade
máxima, o câmbio foi alongado com a troca de coroa e
pinhão. Além disso, as engrenagens de quarta e de
quinta marcha também são mais longas. Nos primeiros
testes o Gol passou dos 240 km/h de máxima.
A embreagem, claro, é de cerâmica (quatro pastilhas)
e o platô tem mais carga, ambos da Ancona. |
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Dosadores
Folego: um da injeção, outro do nitro
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A bomba original é utilizada
para mandar combustível quando o nitro entra em ação,
evitando assim que a pressão na flauta de injeção caia. Ao
nitrar, até a pressão do turbo sobe, atingindo o pico de 2,1
kg! Isso ocorre pois ao injetar o óxido, o motor admite mais
e também tem mais escape, fazendo a turbina girar mais,
conseqüentemente aumentando a pressão do sistema. O chip
da injeção foi remapeado pela Nascar, antes mesmo de ser
feita essa preparação e suportou bem as novidades.
Apesar de tantas mudanças, o corte eletrônico da injeção
continua original, nas 6.800 rpm. As próximas alterações
estão em elevar esse limite para cerca de 7.500 rpm (até
onde chega a injeção original) e preparar o cabeçote.

Tanto rendimento exigiu mudanças na
suspensão e freios.
As molas importadas da Eibach e os amortecedores TAG dão conta do
recado. Rodas Mille Miglia HT3 aro 17 com pneus Yokohama A539 completam
o kit para uma boa estabilidade - na tentativa de quebra do recorde, as
rodas e pneus serão aro 15. Os freios tiveram uma troca simples: pinças
e discos dianteiros são agora do Santana, de maior de diâmetro e que
permitem o uso de pastilhas maiores. As pastilhas escolhidas tem
composto mais macio.

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Como
o cara é maluco por carro, o visual também precisava de um
trato. Algumas mudanças eram até necessárias, caso do novo pára-choque
dianteiro feito pela Star Paint, com uma boca maior para o
intercooler sarado tomar vento na cara. Já espelhos retrovisores
estilo M3, eliminação de logotipos da grade e da tampa traseira,
lanternas traseiras e máscaras dos faróis escurecidas foram
mudanças que Tiago quis fazer à toa. Deixa o cara né, ele está
com o 1.0 mais forte do planeta! |
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Espelhos
M3 imitam fibra de carbono, assim como a soleira MOMO. O pequeno
spoiler é original.
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| E
se ele ficar se achando por causa disso, que se enfie no interior
da bagaça que também está tunado: bancos concha MOMO (italianos
mesmo), instrumentos Autometer, painel com fundo prateado feito
pela Velobakar e apliques de fibra de carbono da Flash Wheels
espalhados pela cabine. Aliás, ele já está se achando. Imagine
então se ele bate o recorde de velocidade dos carros 1.0. |
O
dono da bagaça
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E
aí Tiagão, feliz?
Muito! Motor 1.0 litrinho com 330 cv! Fora os 44 kgfm
de torque?! Ficou um canhão.
E a durabilidade? E o comportamento?
Ótimos. Rodo todo o dia com o carro, que já tem
50.000 km e se mantém perfeito. Anda liso, com consumo bom
para um carro preparado.
Vai ficar mais forte ainda?
Com certeza, isso é apenas o começo. Imagine esse motor
forjado, com mais pressão e nitro em cima?! Animal!!! |
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Ficha
Técnica
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Teste
realizado em dinamômetro Dynojet
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Motor
- Quatro cilindros em linha, 1.0, 4 válvulas/cilindro, DOHC
Alimentação - Injeção eletrônica multiponto, álcool
Potência - 328 cv a 6.100 rpm
Torque - 44 kgfm a 4.900 rpm
Transmissão - Manual, cinco marchas, tração
dianteira
Freios - Dianteira: discos ventilados Traseira: tambores
Pneus - 205/45 R 17"
Rodas - Aro 17", Mille Miglia
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O
gráfico refere-se à medição nas rodas do carro.
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Publicado pela Fullpower.
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